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terça-feira, 24/05/2016 às 04:50

Probióticos são inúteis, OGMs são seguros e o glúten é necessário

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Na semana passada, as maiores modinhas da nutrição sofreram grave ataque: uma série de estudos revelou que probióticos são desnecessários, organismos geneticamente modificados (ou OGMs) são inofensivos e que, ao menos que vocêrealmente precise, uma dieta sem glúten é péssima ideia. A única tendência que resiste bravamente é a crença de que a couve é um superalimento.

“É sempre bom ver estudos que analisam dietas mágicas de forma cética”, disse ao Motherboard o Dr. Yoni Freedhoff, médico e professor de Ottawa, no Canadá, de ontem mantém um blog sobre nutrição. “Mas não sabemos se isso mudará o comportamento público. É difícil destruir a crença em alimentos mágicos.”

Tudo começou há uma semana, quando um estudo publicado na revista acadêmicaGenome Medicine analisou a ideia de que suplementos probióticos são benéficos para o sistema imunológico e para a flora intestinal. Um grupo de pesquisadores dinamarqueses fez exame sistemático de sete estudos sobre os efeitos de produtos probióticos (como iogurtes e biscoitos) na composição bacteriana fecal. Os autores do estudo descobriram que “não há nenhuma evidência concreta de efeitos consistentes dos probióticos na composição microbiana das fezes de adultos saudáveis”.

A moda anti-glúten foi o próximo alvo. Um artigo publicado no The Journal of Pediatrics pela Dra. Norelle Rizkalla Reilly, gastroenterologista e especialista em doença celíaca da Universidade de Columbia, nos EUA, concluiu que, a menos que você tenha alergia a trigo, doença celíaca ou sensibilidade ao glúten (diagnosticada por médicos, não pelo Google), evitar o glúten pode ser prejudicial para sua saúde. Uma dieta dessas pode acarretar na deficiência de certas vitaminas e nutrientes ou até mesmo na exposição à toxinas como o arsênio (muitas vezes utilizado no processamento de arroz, principal ingrediente de vários produtos sem glúten).

Por fim, temos os OGMs: um relatório da National Academy of Science divulgado essa semana conclui que não há nenhuma evidência científica de que os OGMs afetem a saúde humana. Isso desestrutura o debate público sobre a segurança dos OGMs, que inclui discussões sobre a identificação obrigatória de produtos feitos com alimentos transgênicos (a questão política e comercial relacionada aos GMOs, incluindo a Monsanto e patentes de sementes, é uma outra história).

Visto que essas três descobertas contradizem preceitos populares defendidos por “blogueiros de saúde” e celebridades como Gwyneth Paltrow, é de se esperar que elas mudem a opinião de algumas pessoas. Freedhoff afirma, porém, que essa obsessão com modismos e dietas mágicas só atinge uma pequena parcela da população.

“O luxo de viver de forma saudável não é permitido a todos”, disse ele. “A maioria das pessoas não liga para comidas modificadas geneticamente. A preocupação delas é alimentar suas famílias, manter seus filhos felizes e saudáveis. Essa é a realidade da maior parte da população.”

Fonte: Vice

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